sábado, 16 de maio de 2009

Trying to fit in

Sabe, eu até que tentei pesquisar algum texto deveras científico ou, no mínimo, de alguém mais gabaritado do que eu, que pudesse me explicar porque diabos quando uma pessoa está falando com outra rouca ela baixa o tom da voz também!!!!!!!Passando a semana rouca da forma que estou (praticamente numa linguaguem de surdo-mudo, pois estou agora num nível crítico tal que exprimo apenas alguns sopros, que, juntamente aos meus muitos gestos, constituem um signo para o ouvinte...algo muito pior que a comunicação de Fabiano...talvez até a própria Baleia comunique-se melhor que eu agora..ahahahaha), notei que TODAS (sem exceções!) as pessoas com quem "conversei" abaixaram o tom da voz...algumas chegando a sussurar mesmo. Tudo bem, nas primeiras pessoas que assim o fizeram, eu bem que achei que fosse pelo bel prazer de tirar onda da minha cara...mas depois que vi o fato se generalizando, cheguei a conclusão que é IMPOSSÍVEL que TODAS as pessoas achem a mesma coisa tão engraçado assim a ponto de fazê-la repetidamente... Tudo bem, existe ainda a opção na qual eu considere que as pessoas com as quais eu converso não sejam tão criativas assim(hahahaha, péssima opção!)Mas sério, TODAS as pessoas abaixaram o tom de voz, ou mesmo cochicharam..mesmo que não tenham continuado a fazê-lo (na maioria dos casos), mas o fizeram, entendem?Portanto, chego a uma conclusão sociológica (apesar de achar que a melhor resposta, para tudo, sempre é bio-sociológica..se isso existe. xD)Acredito que as pessoas, realmente, tentam se inserir no contexto ante ela. Portanto, ao se depararem com uma pessoa que está falando de um determinado jeito, elas, inconsciente e automaticamente, tentam adaptar-se àquele tom de fala.E biologicamente falando, há sim uma explicação (por isso considero a biologia e a sociologia ciências concomitantes, e não paralelas)...Na verdade, existe no cérebro humano uma célula responsável por tal fato, acredito eu. O neurônio espelho (ou célula espelho),descoberto por acaso em 1994 na Universidade de Parma, Itália, pelos neurocientistas Giacomo Rizzolatti, Leonardo Fogassi e Vittorio Gallese,é um neurônio que dispara tanto quando um animal realiza um determinado ato, como quando observa outro animal (normalmente da mesma espécie) a fazer o mesmo ato. Desta forma, o neurônio imita o comportamento de outro animal como se estivesse ele próprio a realizar essa ação. Nos humanos, pode ser observada atividade cerebral consistente com a presença de neurônios espelho no córtex pré-motor e no lobo parietal inferior. Alguns cientistas consideram este tipo de células uma das descobertas mais importantes da neurociência da última década, acreditando que estas possam ser de importância crucial na imitação e aquisição da linguagem. No entanto, apesar de este ser um tema popular, até à data nenhum modelo computacional ou neural plausível foi proposto como forma de descrever como é que a atividade dos neurônios espelho suportam atividades cognitivas como a imitação. Ou seja, eles constataram que a simples observação de ações alheias ativava as mesmas regiões do cérebro dos observadores normalmente estimuladas durante a ação do próprio indivíduo. Ao que tudo indica, nossa percepção visual inicia uma espécie de simulação ou duplicação interna dos atos de outros.

É...Vai entender, homem é bicho estranho.

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