sexta-feira, 26 de junho de 2009

Porque ninguém está imune ao olho do outro.

Eu poderia escrever tanta,mas TANTA coisa nesse post,que até agora penso que seria melhor apertar aquela tecla ali do lado e apagar tudo.
Como seria bom ter um backspace na vida. Quanta coisa não seria mudada, reformulada, apagada, melhorada, aperfeiçoada? Quantas desculpas não precisariam ser pedidas, pois não haveria erro. Quanta lágrima não seria vertida.
Vc acredita em inferno astral? .......
Nem eu. Mas,porque será que às vezes pessoas totalmente inocentes, ou ao menos ingênuas, parecem estar presas num ciclo vicioso e initerrupto de intrigas. Será culpa do seu jeito ingênuo de ser? Será culpa da sociedade voraz por mais um carneirinho? Será culpa dela mesma pois não aprendeu a se defender? Será ainda que é culpa dela porque ela é, para a surpresa de todos, inclusive dela mesmo, um lobo sanguinário e ávido por desgraças,na pele de um carneirinho?
Haverá culpa? Ou será mera fatalidade?
Contudo, recuso-me veemente a levar-me como os antepassados, que atrelavam todos os acontecimentos, bons ou ruins, com a simples vontade de Deus. O seu poder de auto-tutela!
Mas isso não faz sentido. Deus, sendo em essência amor, não iria deixar seu rebanho ao léu assim, deixando que as coisas acontecessem como tivessem que acontecer, sem nenhum controle sobre isso. Não faz sentido.
Por que Ele iria querer ver uma pessoa, até então,teoricamente,inocente, sofrer duas ou mais vezes o mesmo castigo? Longe da minha pequenez querer entender o que se passa na cabeça do Divino. Por isso acho que não,não é inferno astral, muito menos vontade de Deus pura e simplesmente.
Deve haver algum outro fator. Mas ainda não descobri qual é.
Não sei se algumas pessoas têm um tipo de afinidade ou atração cósmica para merdas. Talvez. E talvez essas pessoas se reunam em grupos secretos, em assembleias subterrâneas e discutam as grandes merdas que, inexoravalmente, lhes acontecem.
Talvez exista uma herança genética inexplicável e que os cientistas americanos que descobriram não foram permitidos de publicar, já que isto não daria bons lucros para a indústria farmaceutica, e em segundo,e mais importante, eles amanheceram com a boca cheia de formigas.
Ou talvez não. hahaha.
Talvez esse bando de merda sem sentido seja apenas uma das muitas maneiras de expurgar esse malzoleu de dentro de mim. Sinto como se minha alegria tivesse sido enterrada e pior, nem me convidaram para o velório. Nem ao menos me deram prenúncio de sua morte. Simplesmente chegaram e apunhalaram minha pobre alegria,pelas costas!
Não entendo como certas coisas simplesmente acontecem, e são totalmente fora do meu controle.
Lógico que grande parte das dificuldades que eu encontro hoje na minha estrada são total e exclusivamente culpa e (mais importante) problema meu. Primeiro porque se aconteceu foi pq eu deixasse que acontecesse, e segundo pq no mundo de hj ng pára pra te esperar cicatrizar, infelizmente. Mas pessoas como eu,como meu namorado, como tantos outros amigos,PRECISAM que o mundo espere minha cicatrização. Somos nós, essa minoria de sensíveis,de babacas. O mundo fechou suas portas para nós, e agora nossos gemidos são mau interpretados. Talvez eles não consigam ver através da fumaça, ou seus olhos estejam cegos. Talvez eles sejam como o ''homem sério de cabeça vermelha'' que o pequeno príncipe encontra em sua fanstástica viagem.
Talvez seus ouvidos não estejam abertos nem prontos para nos ouvirem. Mas,algum dia,vamos quebrar a barreira do som e principalmente,a do silêncio. vamos falar e vamos ser entendidos.
Porque não é justo que um mundo me condene pela forma de me expressar. Não é justo que interpretações e julgamentos sejam tomados assim, precocemente, e amores morram abortados.
Não é justo que eu deva moldar minhas palavras para que elas caibam num padrão de normalidade ditado por pessoas com cabeças mais vermelhas que a do senhor sério do pequeno príncipe, que não têm mais o dom de ver graça num amanhecer.
Não é justo que eu deva pintar meu mundo de cinza,só porque o dos outros acizentou.
Eu ainda posso,e devo,colorir meu mundo com a mais diversificada aquarela. É meu direito e meu dever como única zeladora do meu mundo colori-lo e perfuma-lo. Mas vejo que o mundo não concorda. Devemos apagar toda gentileza e pintar tudo de cinza. Ah, Marisa, não foi só com você.
Não posso expressar não lugares, multidões vazias, silêncios gritantes...pq a selva de pedra não me permite. Tenho que criar uma auto-ditadura para que minhas palavras não voem feito borboletas desgovernadas, podendo ferir gravemente alguém (?).
Qual a graça, ou msm a justiça, de ter que me controlar sempre que uma metáfora clandestina quiser escapar de minha cabeça? Que fazer com essas malditas antíteses quilombolas?
Onde há quilombo,pelo amor de Deus!
Onde há ombro?
Não. De fato não entendo. De fato ''não'' é a palavra que melhor me expressa no momento. Não entendo. Não posso. Não devo. Não quero. Não possuo. Não sei. Não consigo.
Contudo, existe ainda uma errante pergunta que vaga pela minha cabeça..sem encontrar resposta. Sinto como um grito no vazio do eco. É apenas o som do meu próprio lamentar.
Como aquele que não tem sensibilidade para entender um vazio,vai entender um olhar?
E ademais, como podem esses olhos que me ignoram raivosamente, perderem tanto tempo procurando vestígios de minhas palavras,para mastigá-las ao contrário e vomitá-las em mim? Como é possível tanta procura pelo que não se gosta?!
É, vai ver a culpa é toda minha.
Como dizia Arnaldo Antunes 'Eu devo ser um pouco bandido, se tanta gente me viu com esse olho. Eu devo ser um pouco bandido, um pouco louco, um pouco coitado, um pouco perigoso, artista, otário.'

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