quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Volta às aulas verdadeiras!

Hoje tive minha primeira aula do cursinho que me preparará para o meu futuro emprego (sim, otimista é meu segundo nome). Estou estudando no nuce pro TRE-PE. Minha motivação para esse emprego é, talvez, a mais nobre e pura de todas: casar. hehehehe
Mas isso não vem ao caso. O que vem ao caso foi a sensação maravilhosa de voltar às aulas. Claro, pois mesmo fazendo faculdade tinha quase 2 anos que eu não me sentia numa aula de verdade. Não sentia mais aquele entusiasmo, aquela urgência de aprender tudo, a pressa de anotar todas as preciosas informações-ouro do professor, a sensação de estudar e crescer, a certeza de que aquilo me mudou e me forma como pessoa e vai me lapidando ao longo da caminhada escolar. Que maravilha é estudar! A nítida sensação de crescimento pessoal. Não há nada que se equipare.
Confesso que assim que entrei na sala e vi aquele mar de desconhecidos - nunca vi uma sala tão grande, e tão cheia - fiquei temerosa. Analisando friamente, todas aquelas pessoas ali são, obrigatoriamente, meus concorrentes - fora os outros concorrentes espalhados por aí. Diferentemente do vestibular, todos ali estão estudando para um mesmo concurso, um mesmo fim. No vestibular não, estudávamos para o vestibular, mas não éramos, necessariamente, concorrentes. Nunca gostei dessa palavra, na verdade. Nem das retas concorrentes eu gostava. hahaha. Esse pensamento - da concorrência altíssima - fez minha barriga gelar um pouco. Ou talvez tenha sido porque a porta de entrada era daquelas do lado do palco. Quão odiosas são aquelas portas! A entrada de outrem desconcentra o aluno, a turma, o professor..e envergonha o passante. Não sei pra que alguém inventou essas portas. Odeio aquelas portas, do fundo do coração as odeio! Seja por uma razão ou por outra, a primeira sensação foi o friozinho na barriga.
Contudo, assim que a aula começou minha euforia foi tremenda. Anotando tudo, informações úteis, e quanto mais eu tinha mais eu queria..tornei-me ávida da matéria..cheguei em casa e aprofundei mais meus conhecimentos...que sensação gostosa, única e inenarrável!!!
Lembrei-me como eu gostava de ir ao colégio, e mesmo quando a aula não era tão proveitosa, eu simplesmente sempre amei aquele espaço. O convívio social, o agregador cultural, o mundo de possibilidades que se abria diariamente para mim... tudo no colégio é maravilhoso. Porque saímos de lá? Quer dizer, sair do colégio é algo aceitável..aliás, desejável e natural. Contudo, devíamos sair do colégio para ingressarmos numa faculdade que fosse, no mínimo, uma extensão melhorada do mesmo. Algo que acrescentasse ainda mais à nossa existência. Mas não.
Triste, triste realidade.
Amanhã termino o projeto de extensão de produção de licores como fonte de renda para mulheres carentes, com as alunas do ''mulheres mil'', e de repente me vejo deparada com uma pergunta que martela em minha cabeça...um fantasma que me espanta e me tortura: será que adicionei algo à vida - sofrida - daquelas mulheres?
Se não, para que serve uma aula?

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