quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O “M”.



M é décima terceira letra do alfabeto latino (de 26 letras), e a décima segunda do alfabeto português tradicional, de 23 letras. Na escrita hierática egípcia representava uma coruja, recebeu o nome de "mem" no alfabeto fenício, significava "água" e era representada a partir do hieróglifo egípcio das ondas do mar. Originou o "mi" dos gregos (Μ μ) e o nosso M. Mas pra mim, o “M” é, simplesmente, a letra mais linda do Mundo...de todas as letras, o “M” é a que eu gosto mais. Com “M” meu MESSIAS, que é MAOR (Criador da Luz), criou o homem e mandou que se lhe retirassem massas , e criou a mulher , certificando-me, então, que Ele é ao mesmo tempo MALAH BRIT (O Anjo da Aliança), Al Muhyi (o Doador da Vida) e Al Mubdi’ (O que Dá Origem; O Produtor; O Originador e Iniciador de Tudo). Com “M” o primeiro homem, em inglês MAN , nomeou muitas criaturas, entre elas o que um homem que não conhecia a máquina de barbear disse ser nosso primo, o macaco – o que deu a maior macacada !
Com “M” eu floresço a vida com mabóia, macieira, macacaúba, macaba e maçarandiba. Com “M” eu fico magra e, contraditoriamente, com “M” eu como a macarronada da mamãe, mouse, macaxeira – que alguns teimam em chamar de aipim! - maracujá, mamão, manga (ai que deleite!), morango...maçã... e aí eu tenho maçã do rosto, maçã do peito...e adicionando muito açúcar eu tenho maçã do amor. Com “M” eu me visto de macacão , e meu namorado adora! E com “M” eu faço massagem nele...
Com “M” eu abro todas as portas, pelas suas maçanetas . Eu me maqueio e vou à manicure . Com “M” eu sei de Machado de Assis, e de Manuel Bandeira...e assim eu sei mais da vida! E é com “M” que eu rio com Mafalda. Com “M” eu nomeio as coisas como minhas , e isso é gostoso, quando verdadeiro! Com “M” eu sou mais brasileira: sou, ao mesmo tempo, matipu, maculelê, maranhense e mulher! Com “M” eu edifico, graças à madeira ...e eu também mudo! Mudo, miro, mexo, molho ... com “M” eu construo! Com “M” eu viajo, sou marinheiro e sou o mar . Com “M”eu falo do maior amor, falo da mãe . Com “M” eu vejo a cidade adormecer, eu falo da madrugada . Com “M” eu sou maestro , e sou a música . Com “M” eu faço um mafuá , e é uma delícia! Com “M” eu transformo a vida em mágica , e deixo tudo mais maleável . Faço malabarismos , e deixo tudo maravilhosamente lúdico. Com “M” eu entendo mais profundamente, com “M” de magistério . Com “M” eu sei dos Maias, e da maiêutica.
Com “M”, “M” de magnetismo incontrolável entre dois corpos, eu me aqueço, com “M” de magma . Com “M” eu canto Magnificat e, assim, louvo o magnífico Al Majid (O Nobre; O Magnificente). Com “M” eu sou mais ! Sou maior, sou maioria, sou multi – coisa que eu adoro, e tenho que, ser!Com “M” eu visto maiô, e a manga da blusa. Com “M” eu tenho o mais que perfeito: que pode ser um tempo, ou uma qualidade – depende do ponto de vista. Com “M” eu sou chique! Sou Maître-d’Hotel, sou majestade, sou major. Com “M” eu tenho a malemolência do malando, e dignidade magistral. Com “M” eu me meto em coisas sérias, que depois eu devo honrar em manter, como um ministério. Eu meço distâncias, em metro ou em milímetro – e quando se trata de distância+saudade, eu prefiro que seja em mm
mesmo! Parte superior do formulário
Com “M” eu falo de profissões que, se não existissem, estaríamos em maus (e desse “M” eu não gosto) lençóis: mecânico e médico. Com “M” eu tenho money , que não trás felicidade, mas – inexoravelmente – é um mau necessário. Com “M” sou solidária, e faço um mutirão. Com “M” eu falo do que há de melhor nesse mundo, eu falo de gente, falo de multidão . Com “M” eu tenho mãos que constroem, que ajudam, que edificam, que acariciam.
E, principalmente, com “M”, eu falo do meu “mamolado” . Eu falo do Marcos , meu mar aberto, meu presente maravilhoso, meu manhoso preferido, a pessoa mais meiga, minha doce memória, aquele responsável pelos meus melhores momentos, meu mágico, meu mistério, meu monumento. Com “M” eu melhoro meu futuro, porque eu vejo a Mel, o Marquinhos e Maria Carolina – todos devidamente nomeados de Mesquita de Andrade (não no caso da Mel, que será Soares Mesquita de Andrade, porque a cacofonia seria muito feia...). Com “M” eu falo do Marcos: meu marido.

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